sábado, 8 de fevereiro de 2014

NOVA NOMENCLATURA DE PARTES DO CORPO HUMANO

 A ‘Nomina Anatomica’ padroniza os nomes de todas as partes da anatomia humana, em um nível mundial. Todos os nomes são em latim.
Algumas alterações terminológicas foram feitas em 1997, mas que a...té hoje se ouvem falar por aí os nomes antigos.

Eis algumas modificações [antes → depois (latim)]:
* amígdala → tonsila (tonsilla);
* fossa nasal → cavidade nasal (cavum nasi);
* gânglio linfático → linfonodo (lymphonodus);
* hipoderme → tela subcutânea (tela subcutanea);
* omoplata → escápula (scapula);
* ouvido → orelha (auris);
* perônio → fíbula (fibula);
* rótula → patela (patella);
* s. circulatório → s. cardiovascular (systema cardiovasculare);
* s. digestivo → s. digestório (systema digestorium);
* s. excretor → s. urinário (systema urinarium);
* s. reprodutor → s. genital (systema genitalis).
 

É verdade que o cabelo e as unhas continuam crescendo mesmo depois da morte?

Alguns filmes até mostram cenas de zumbis cabeludos com unhas grandes (com muito exagero!). Mas, existe uma explicação bem coerente para essa situação aterrorizante! A verdade é que ainda existem muitas discussões sobre este assunto. A princípio isso não é possível, pois sem vida não há crescimento.
Alguns especialistas em genética garantem que numa proporção mínima, é possível que as unhas e os cabelos continuem crescendo durante um curtíssimo período de tempo mesmo depois da morte. O que acontece é que a morte cerebral ou parada cardíaca do ser humano é diferente da morte das outras células do corpo. Essas células ainda continuam vivas depois que a pessoa é considerada como morta. O corpo humano é composto por diferentes células e cada uma delas possui um tempo de vida diferente, tanto que é possível fazer transplante de órgãos e mantê-los preservados após a retirada. Assim, as células responsáveis pela produção de queratina (substância que são base para produção de unhas e cabelo) têm mais tempo de vida que as outras, e continuam o metabolismo sem perceber que o corpo “já era”! Mas não pensem que as unhas e o cabelo continuam crescendo, crescendo, crescendo até ficar igual filme de terror. Na verdade, este estímulo para alguns minutos depois da morte.
Já outros especialistas garantem que não é possível o crescimento dessas estruturas depois da morte, e que o que observamos em um cadáver é que em função do encolhimento da pele, couro cabeludo e cutículas que causa a impressão de que o crescimento foi maior. As unhas e os cabelos parecem maiores porque a parte que ficava sob a pele fica à mostra. Não é difícil de entender: Com a morte a pele do corpo e os tecidos moles estão desidratando e a pele, principalmente, fica “retrátil” e as unhas ficam mais proeminentes de forma que a pele vai secando. O mesmo acontece com os cabelos, a pele está encolhendo e o cabelo parece ter crescido. E agora? Qual sua opinião?
Alguns especialistas acreditam que é possível que os cabelos e as unhas continuem crescendo por alguns minutos mesmo depois a morte!

POR QUE AS UNHAS DAS MÃOS CRESCEM MAIS RÁPIDO QUE AS UNHAS DOS PÉS?

As unhas dos pés crescem mesmo mais lentamente. Mas o mecanismo exato que determina a diferença entre o crescimento das unhas das mãos e dos pés, ainda é desconhecido. Provavelmente, isso acontece porque, como sabemos,  a irrigação sanguínea é maior nas mãos, além disso, os movimentos mais contínuos nas mãos ajudam no processo e sem contar que o uso frequente de calçados pressionam aponta dos dedos o que prejudica o crescimento.
As unhas das mãos levam cerca de 4 a 6 meses para renovar completamente, enquanto as dos pés precisam de 12 a 18 meses. O crescimento das unhas é resultado do metabolismo de células chamadas queratinócitos. E elas nunca param de crescer, porque nosso corpo está em constante atividade e essas células nunca param de produzir queratina.
MAIS CURIOSIDADES:
# As unhas dos homens crescem mais rápido do que as das mulheres.
# As unhas crescem cerca de 3 mm por mês.
# As unhas dos dedos mais longos crescem mais rapidamente.
# Se você é destro, as unhas da mão direita crescem mais rápido que as da mão esquerda. E o oposto é válido para os canhotos.
# As unhas das mãos também irão crescer mais rapidamente durante o verão, durante a gravidez e quando estão se recuperando de um ferimento.
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COMO SURGEM AS AFTAS NA NOSSA BOCA?

Alguns especialistas dizem que ela pode ser resultado de uma doença auto-imune, quando o próprio organismo produz substâncias que atacam a mucosa da boca e levam à formação da ferida. Outros acreditam que a afta também pode ser provocada pela ação de um vírus. Além de tudo isso, existem suspeitas que a afta pode ser desencadeada pelo consumo excessivo de alimentos muito condimentados ou ácidos, pelo estresse ou até mesmo pela proximidade da menstruação nas mulheres.
Podemos ter dois tipos de afta: menor e maior. A primeira é mais freqüente e atinge apenas a superfície da mucosa da boca. Desaparece em mais ou menos dez dias e não deixa marcas. Já na afta major, a ferida é maior, mais dolorida e leva até um mês para sumir. Para completar, deixa cicatrizes brancas na mucosa. Apesar de todas as dores que provocam, não há nada que possa ser feito contra esse incômodo – não existem remédios específicos para combater as aftas, só algumas pomadas que aliviam a dor.
Atenção!!! Para aqueles que acham que o Bicarbonato de sódio é um “santo remédio”. Na verdade este sal serve apenas para diminuir a dor, pois destrói as células nervosas responsáveis por ela, porem destrói também, os tecidos saudáveis da mucosa fazendo com que a afta demore ainda mais a desaparecer.
Mas o que acontece?
1. A pessoa começa a ter uma sensação de queimação e surge uma área avermelhada na gengiva ou na língua
2. Quatro dias depois, surge uma ferida coberta por uma membrana branco-amarelada, e circundada por um halo vermelho
3. A ferida rompe a derme e atinge o tecido conjuntivo, que é irrigado por vasos nervosos – e aí vem a dor
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As aftas podem demorar até um mês para desaparecer.

HEROÍNAS SE JUNTAM NA CAMPANHA CONTRA O CÂCER DE MAMA:



Outubro não é conhecido apenas pelo Dia das Crianças ou Dia das Bruxas, o mês também é conhecido pelo mês de combate ao câncer de mama.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o câncer de mama é o segundo tipo da doença mais comum no mundo e que mata aproximadamente 11 mil pessoas apenas aqui no Brasil.

Apesar do acesso fácil à informação que temos nos dias de hoje,  muitas mulheres ainda não possuem a devida consciência sobre a importância que o auto-exame de mama possui para a saúde e bem-estar, facilitando assim o diagnóstico rápido e combatendo a doença desde o começo.

As imagens abaixo foram feitas pela artista Maisa Chaves, a pedido da ALCC (Associação da Luta Contra o Câncer) que mostram famosas heroínas fazendo o auto-exame, em uma campanha feita em Moçambique alertando sobre o câncer e mostrando que nem mesmo elas estão livres da doença.

Confira as imagens:






O alerta serve também para as outras tantas super-heroínas que existem fora dos quadrinhos, as mulheres.

ACELERAÇÃO DA GRAVIDADE

Aceleração da gravidade
Os paraquedistas caem por causa da atração gravitacional da Terra
Quando observamos o movimento que a Lua descreve em torno da Terra ficamos um pouco intrigados e nos perguntamos: por que a Lua não cai na Terra? Hoje sabemos que há uma força de atração entre a Lua e a Terra. Essa força constitui um par de ação e reação sendo de mesma intensidade, porém de sentidos opostos. Essa explicação foi dada por Isaac Newton. Como sabemos que a Terra é “redonda”, surge outra pergunta: por que não caímos para o céu? Bem, não caímos para o céu pelo fato de existir uma força que nos atrai para o centro da Terra, essa força é a mesma que atua entre a Terra e a Lua.
Podemos perceber facilmente a existência da força atuando nos corpos: basta jogarmos um objeto para cima e veremos que ele retorna, após alguns instantes, à superfície da Terra. A força que puxa os objetos para o centro da Terra é chamada de gravidade. Como no exemplo anterior, sabemos que quando os corpos são lançados para cima, após um tempo eles caem com certa velocidade, ou seja, eles adquirem velocidade graças à aceleração da gravidade.
Tomando como base a Lei da Gravitação Universal, temos a possibilidade de determinar o valor da aceleração da gravidade na superfície da Terra em qualquer ponto. Para isso, é preciso apenas fazer uma relação entre a lei da gravitação sobre um corpo lançado para cima sobre a superfície da Terra. Sendo assim, podemos definir a lei da gravitação da seguinte maneira:
Considerando a Terra como sendo um ponto material
Na equação acima, temos que M é a massa da Terra, R é seu raio e m é a massa do corpo lançado para cima sobre a superfície da Terra. Podemos tratar o corpo como sendo um ponto material e a Terra como uma esfera homogênea. Veja a figura acima. Caso não consideremos a rotação da Terra, a força peso do corpo () será a própria força de atração (), onde:
A equação acima determina a aceleração da gravidade nos pontos da superfície terrestre.
Porém, quando o corpo ou objeto se encontra a uma altitude h, a aceleração da gravidade é menor que na superfície terrestre. Vejamos a ilustração abaixo.
Corpo com uma altitude h em relação à superfície da Terra
Portanto, a gravidade pode ser determinada, para uma altitude h da superfície da Terra, da seguinte maneira:
Em relação às equações anteriores podemos dizer que elas podem ser generalizadas para qualquer outro corpo, como, por exemplo, satélites, planetas, etc.

FÍSICA NO COTIDIANO:

Podemos afirmar que a Física se desenvolveu com o propósito de explicar os fenômenos da natureza, desde os mais comuns até os mais complexos. Portanto, é bem natural que a Física esteja diretamente relacionada ao nosso cotidiano. Apesar disso é muito comum que as ocorrências do cotidiano sejam tratadas com uma linguagem completamente distinta daquela utilizada pela comunidade científica. É apenas uma questão de adequação: algumas palavras se encaixam bem no linguajar popular, enquanto outras servem melhor ao vocabulário técnico.
Você não costuma dizer, por exemplo, que está sofrendo os efeitos de uma elevada temperatura. Coloquialmente apenas diz que está com calor. No entanto, cientificamente, calor é energia em trânsito, portanto ninguém pode “estar” com ele. Existem outros exemplos em que fica clara a distinção entre significados de expressões idênticas utilizadas em contextos diferentes.
Por causa dessas diferenças entre a nomenclatura usual e a científica, muitas pessoas fazem confusão entre três palavras que serão bastante usadas daqui em diante: massa, peso e normal. Vejamos então abaixo o quadro de comparações:
Pela análise da tabela, torna-se clara a importância de, ao menos na Física, se utilizar as expressões massa, peso e normal com certo cuidado, para que o rigor científico não seja afetado. Não se pode, por exemplo, falar que uma pessoa pesa 70 kg. Na nossa disciplina, peso é uma força, portanto deve ter o newton (N) como unidade de medida. Assim, o correto seria dizer que a pessoa pesa 700 N.
Para a Física, quando alguém sobe numa balança não está sendo medido o peso. As balanças comuns estão graduadas em quilogramas, portanto informam a massa de quem nelas sobe. A partir de agora, haverá uma distinção entre massa e peso. Lembre-se de que isto só é válido para uma balança que esteja na posição vertical e em equilíbrio.

sábado, 25 de janeiro de 2014

QUERO VER QUEM ACERTA!

O que acontecerá com balão cheio de água?

a) Vai explodir e molhar toda a cozinha (minha mãe vai me matar)

b) A água no interior do balão vaporiza, esquenta e sobe levando o balão para os céus.

c) Nada. A água, devido ao seu alto calor específico, é capaz de absorver o calor da chama sem que a borracha se aqueça muito.

Paradoxo Quântico: O Problema do Gato Morto – Vivo de Schrödinger

 

No ano de 1935, tanto Schrödinger como Einstein, utilizariam a própria teoria quântica para mostrar que seus resultados podiam levar a resultados paradoxais. A interpretação usual da teoria quântica nos diz que o estado quântico de um sistema prevê os diversos resultados possíveis de uma mediação e as probabilidades de obtenção de cada um desses resultados, mas não prevê qual será efetivamente o resultado em uma única medição de um sistema único. Assim, interpreta-se que antes da medição o sistema está em uma superposição de todos os estados possíveis, não tendo, portanto, propriedades físicas bem definidas.
Schrödinger então imaginou a seguinte situação, hoje conhecida como o Experimento do Gato de Schrödinger:
Gato de SchrödingerColoca-se dentro de uma caixa um átomo radioativo. Suponhamos que este átomo tenha 50% de chance de se desintegrar durante o período de 1 hora. Junto com o átomo é colocado um contado Geiger, que é um detector de radiação. È colocado também um circuito ligado a o contador, um martelo, um frasco de veneno e um gato vivo.. Caso o átomo decaísse, o contador detectaria a radiação, ativando o circuito que faria o martelo quebrar o frasco de veneno matando o gato. Caso o átomo não decaísse, nada disso aconteceria e o gato permaneceria vivo.
Seguindo a teoria quântica, cm a caixa fechada durante o período de 1 hora, o gato está emaranhado com todo o sistema. Como o átomo poderia decair ou não, fazendo o sistema matar ou não o gato, até o instante em que a caixa é aberta, todo o sistema estaria em uma superposição entre átomo-não-decai-gato-vivo e átomo-decai-gato-morto. Se analisarmos só o gato, então ele estará numa superposição entre gato vivo e gato morto, cada possibilidade de 50% de chance.
Quando a teoria quântica prevê esse tipo de coisa para um sistema microscópio (um elétron estar em dois lugares ao mesmo tempo, por exemplo) isso não é tão complicado para a nossa intuição, pois não somos familiarizados com elétrons e acabamos aceitando que talvez isso possa ocorrer; mas no caso de gatos, sabemos que não existem gatos vivos e mortos simultaneamente. Em termos mais técnicos nossa intuição nos diz que há algo de errado com a previsão de superposição de estados quânticos em escalas macroscópicas, ou que superposições próprias do mundo quântico não devem aparecer no domínio clássico. Essa situação é conhecida como problema da medição.
Sabemos que o gato nunca estará numa superposição desse tipo, em algum momento antes de abrir a caixa e efetuar a medição do sistema, este já teria de estar no estado final, ainda que não tivéssemos acesso à informação de para qual estado o sistema evoluiu. Outro modo de falar sobre esse tipo de problema é chamado problema doColapso da Função de Onda. Como a função de onda prevê a superposição simultânea de diversos estados de um sistema, pode-se perguntar quando e como ocorre o colapso pelo qual a função de onda é reduzida de todas as opções possíveis para um só estado. Isso quer dizer que a equação de Schrödinger parece não descrever o próprio processo de medições em física quântica, o que poderia evidenciar uma limitação dessa teoria científica.
O primeiro artigo de Schrödinger sobre mecânica quântica ondulatória foi recebido por seu amigo Wien no dia 27 de janeiro de 1926, onde introduziu uma função de onda distribuída pelo espaço e mostrou que as regras de quantização podiam ser reduzidas a problemas de autovalor dessa função. Aplicou a teoria ao caso do átomo de hidrogênio e obteve os valores corretos dos níveis de energia, fazendo uso daquilo que depos passou a ser chamado de equação de Schrödinger:
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Foram discutidas situações em que o sistema sofria transformações no tempo e então Schrödinger mostrou como a teoria podia ser aplicada a problemas de espalhamento de radiação e introduziu uma nova equação independente do tempo:
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Uma possível solução para esse problema foi proposta em 1957 por Hugh Everett III (1930 – 1982). Em sua tese de doutorado ele tenta desenvolver uma teoria quântica na qual não seja necessário o colapso de função de onda, propondo que todos os elementos da superposição da função de onda existam ao mesmo tempo em pontos distintos no espaço de Hilbert (o espaço utilizado pelo formalismo matemático da teoria quântica).
Vamos utilizar o exemplo do gato para melhor entendimento. Nesse caso, a função de onda prevê a superposição entre gato-vivo-átomo-não-decai e gato-morto-átomo-decai. Na interpretação de Everett as duas situações acontecem de verdade e ao mesmo tempo. Porém, pela estrutura matemática, uma não tem como saber da existência da outra e para cada uma das opções parece que só ela aconteceu, mas na verdade todas aconteceram e continuam acontecendo.
Uma forma de tentar entender o que Everett quis dizer é seguir a interpretação que o físico Bryce De Witt (1923 – 2004) fez da própria interpretação de Everett. Para De Witt, cada vez que o sistema entra numa superposição de dois possíveis estados, todo o Universo se divide em dois, e em um deles o gato está morto enquanto no outro o gato está vivo. Essa interpretação ficou conhecida como interpretação dos muitos-mundos.
Na formulação que Schrödinger faz do seu paradoxo do gato, está implícita a suposição de que o sistema permanece coerente, com a superposição das duas possibilidades, indefinidamente, ou até que a caixa seja aberta.
No final da década de 60, o físico alemão Zeh, entendendo que um sistema quântico não poderia manter indefinidamente a superposição coerente de estados, sugeriu a condição na qual a coerência se dissiparia. Zeh partiu da premissa que um sistema físico nunca está realmente isolado porque ele está sempre a trocar fótons com o meio ambiente. Ele sugeriu que trocas ínfimas seriam suficientes para o sistema perder a coerência. Um trabalho teórico surgiu no que hooje é chamado de abordagem da descoerência para abordar essa idéia. Os resultados experimentais confirmaram as predições quânticas desta abordagem e a analogia com o gato fica clara: como um gato é um sistema macroscópico, ele perde a coerência rapidamente e essa perda, chamada de descoerência, garante que o gato esteja vivo ou morto, mas nunca os dois ao mesmo tempo.
Coerência e Descoerência
Quando colocamos um sistema em estado emaranhado, dizemos que ele permanece coerente enquanto não for possível encontrar estados individuais para cada parte do sistema independente do resto do sistema. Isso é quase o mesmo que dizer que o sistema permanece isolado sem interagir com nenhum outro sistema.
Quando é efetuada uma medição, essa interação entre o sistema e o aparato de medição é que faz o sistema perder a coerência. Porém não é somente em interações com experimentos que o sistema perde a coerência. Essa interação pode ocorrer com qualquer outro sistema quântico.
Antes de medir dois elétrons descritos por uma superposição, eles não possuem valores definidos. Se fossem descritos por uma mistura estatística, possuiriam valores definidos, mas não saberíamos quais. À medida que a ordem de grandeza de um sistema vai aumentando, o número de interações desse sistema também cresce, e o tempo que leva para perder a coerência diminui. Num sistema quântico macroscópico como o do gato, esse tempo é quase instantâneo. De fato, não é verdade que o sistema efetivamente deixa de ser coerente, ele continua sendo, porém envolvendo um número infinitamente grande de sistemas e como não é possível correlacionar todos eles para identificar a superposição, parece que o sistema se tornou descoerente.
Muitos físicos consideram que a descoerência não é uma resposta satisfatória para o problema da medição, mas todos reconhecem que o seu estudo permitiu compreender como podemos tentar manter um sistema coerente e, assim, emaranhado. Afinal, a descoerência permite prever com base na estrutura do sistema quântico e em sua relação com o ambiente, em quanto tempo vai ocorrer a perda de coerência.
Fonte: Revista Gênios da Ciência Nº13: Quânticos